Intensivista Mirim

Outra ação que desenvolvemos na UTI Neonatal é voltada para os irmãos de RNs que se encontram internados. É uma ação mais recente e teve início a aproximadamente dois meses. Surgiu devido as solicitações das famílias diante dos questionamentos e inquietações dos outros filhos que aguardam ansiosamente a chegada do bebê em casa.

É evidente que por ser setor fechado, é via de regra o controle de entrada e saída de pessoas na UTI. São estabelecidos horários de visitas e é proibida a entrada de crianças menores de 14 anos de idade. Isto não só por conta do risco de adquirirem infecção hospitalar como também da possibilidade das mesmas não assimilarem e compreenderem o ambiente hospitalar. Porém, sabe-se que uma gravidez desejada pela família traz uma ansiedade no que se refere ao fato do primeiro contato com o RN. Saber como o bebê vai ser, com quem irá se parece mais, pega-lo no colo e acalenta-lo; tudo isso se acentua mais quando da necessidade de assistência intensiva deixando toda família frustrada, principalmente os irmãos que não compreende que de o bebê não estar em casa tendo em vista que o mesmo já não se encontra mais na barriga da mamãe mais, pega-lo no colo e acalentá-lo; tudo isso se acentua mais quando da necessidade de assistência intensiva deixando toda família frustrada, principalmente os irmãos que não compreende que de o bebê não estar em casa tendo em vista que o mesmo já não se encontra mais na barriga da mamãe.

Neste sentido, em reunião com equipe multiprofissional, foi discutido o fato de que o setor de baixo risco, por ser separado do médio e alto risco, teria mínimas chances de transmitir infecção às crianças visitantes. Isto pelo fato de que, no baixo risco só se encontram os RNs que estão no término da terapia medicamentosa e os que aguardam adquirirem peso suficiente para a alta da UTI. Foi unânime a ideia de que por mais delicada que fosse tal situação não se poderia continuar trazendo mais angústia às famílias que dificilmente conseguiam fazer com que os outros filhos entendessem a ausência do irmãozinho (a). Assim, elaborou-se uma estratégia de inserção de crianças na UTI Neonatal como visitantes. Porém, antes de tudo estas crianças devem passar por uma preparação para daí entrarem na UTI.

Quando a mãe, pai e/ou familiares relatam alguma inquietação por parte dos outros filhos, os mesmos são orientados sobre a estratégia de inserção das crianças na UTI. São orientados a dizer as crianças que não só poderão ver o bebê internado como irão ajudar a equipe de médicos e enfermeiros a cuidar do irmãozinho (a). Assim, quando os visitantes chegam, eles são encaminhados a brinquedoteca, onde será simulado o ambiente de internação da UTI, com bonecos em incubadoras, bonecos tomando sorinho, alimentando por sondas, entre outros. Além disso, neste local terá também brinquedos que simulem estetoscópio, injeções, uniformes da equipe, gaze, algodão, bandeja e incubadoras.

Assim, antes de entrarem na UTI para visitarem os irmãozinhos internados, de forma divertida e descontraída as crianças passam a ter contato com o ambiente da UTI. Todo esse processo é acompanhado por profissionais da equipe da UTI Neonatal & Pediátrica e somente depois que todos estiverem envolvidos nas brincadeiras que o profissional irá convidá-los a visitar e a "cuidar" dos irmãozinhos. É o profissional da UTI quem irá reconhecer se realmente as crianças estarão preparadas para entrarem na UTI.